15/04/2013

A BOA NOVA, Lda

(1920) "Conservas A Boa Nova, Lda." 
(José Rodrigues Serrano)

(1920) Iniciou em Matosinhos a sua actividade conserveira tendo conseguido, em pouco tempo, equiparar-se às principais fábricas do Norte. Sob direcção firme e sensata do seu fundador conquistou uma reputação muito prestigiada em todos os mercados.

No entanto, a vida foi cruel para o mais idoso dos industriais do Centro Conserveiro.
No Brasil, conseguiu amealhar o dinheiro que lhe permitiu montar em Espinho, um negócio de mercearia e padaria (a pedido da sua esposa, visto que por sua vontade regressaria ao Brasil) que obteve uma enorme reputação pela qualidade do fabrico. Ao mesmo tempo, converteu-se em gerente e armador de algumas artes de pesca do arrasto. Mais tarde, ocupou-se da exportação de vinhos para o Brasil, reunindo uma pequena fortuna. Contudo a "peste bubónica" obrigou as autoridades a impor um cerco à cidade, causando gravíssimos prejuízos no negócio. Ao mesmo tempo, em Espinho, o mar ia destruindo algumas casas que possuía e mais tarde continuava a sua acção devoradora, acabando por destruir o edifício onde se situava a conceituada mercearia e padaria. Foi então, que decidiu abandonar Espinho, acabando por se instalar definitivamente em Matosinhos, dedicando-se exclusivamente ao fabrico de conservas em azeite e tomate, com fabrico normal de latoaria, posteriormente mecanizada.

(1938) Os seus filhos sucederam como sócios, mantendo a actividade, procurando seguir as pisadas do pai, que faleceu a 5 de Janeiro, com 79 anos de idade.

(2013) O património encontra-se devoluto e abandonado.

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