As cidades evoluem com o passar dos anos. As novas tecnologias e necessidades das populações obrigam a mudanças profundas. O antigo dá lugar ao novo e as memórias desvanecem com o tempo. Um documentário que pretende recordar as memórias esquecidas...
(2011) Tem início o plano de investimento em construção e expropriação de terrenos para o novo terminal de contentores do Porto de Leixões.
(2013) O governo ainda “encara” a possibilidade de lançar o concurso público para o início da construção, apesar das casas já expropriadas.
(2014) O início da construção. Contudo, no mês de Março, as obras estiveram suspensas devido à descoberta de ossadas nas escavações da obra. Uma equipa de arqueólogos analisou o local e o respectivo achado, não tendo encontrado valor histórico significativo. As obras prosseguiram…
“Um parque de diversões situado na cidade de Matosinhos, com várias áreas de entretenimento: infantil, radical, feira popular, aquática e praça alimentar. Proporciona divertimento a crianças e adultos disponibilizando pacotes de actividades para grupos e famílias”
(2012) Inaugurado a 15 de junho e de portas abertas desde o dia 26 do mesmo mês, o Raf park fechou inesperadamente menos de 4 meses após a abertura, tendo na altura a administração alegado estar em “obras de manutenção” e garantindo estar já previsto o encerramento do parque radical durante o Inverno. A exploração da estrutura estava então a cargo da “Ritmolândia”, uma empresa do grupo “Fielinvest”, com sede em Penafiel.
No âmbito dos “esforços” desenvolvidos “para encontrar novo promotor”, a autarquia diz ter feito “abordagens” à empresa espanhola “Obras Y Reformas el Castor, SL”, proprietária de “Sociedades Madrilena de Atracciones, SA” marca “Mundial Park”, que demonstrou interesse e capacidade de instalar um parque de diversões tipo feira popular no referido espaço, reabrindo o parque em meados de Agosto. (JORNAL PORTO 24, 2013.07.29)
(2013) O património encontra-se devoluto e abandonado.
“Com a presença de elevado número de cavaleiros, o concurso de saltos nacional foi disputado com o maior entusiasmo em Matosinhos, no excelente hipódromo de Leça da Palmeira.
Com provas para cavaleiros juvenis e juniores que se portaram como verdadeiros mestres e para cavalos das mais diversas categorias, o concurso de saltos nacional entusiasmou uma assistência numerosa e interessada.
Bem organizado pelo Clube Hípico do Porto, o programa preencheu três dias e agradou, plenamente, aos amantes da nobre arte de cavalgar em toda a sela.”
“Saído de Lisboa, no Império, deslocou-se ao Norte, para presidir a várias cerimónias, com evidência nas programadas em Matosinhos, o Sr. Almirante Américo Tomás. Ao encontro do navio, partiram para o mar, cerca de duas centenas de traineiras. Foi com esta escolta que o paquete entrou no Porto de Leixões, saudado pelas sirenes das embarcações embandeiradas em arco.
Recepção própria, da gente do mar, prestada ao marinheiro eleito para a chefia do Estado teve espectaculosidade impressionante. O povo do concelho associou-se, ao acto festivo, juntamente com as autoridades que no cais apresentaram cumprimentos ao visitante.
Houve a saudação regulamentar, ao Supremo Magistrado da Nação, seguida do desfile da Guarda de Honra. O presidente Américo Tomás dirigiu-se para a tribuna erguida no novo cais do Norte sob uma verdadeira chuva de flores. Presidiu a uma sessão solene e falou das principais complicações para referir a magnitude do apetrechamento do Porto de Leixões.
Usou da palavra para salientar a comitiva eminentemente nacional de Salazar, que tornou possíveis empreendimentos de vulto, e depois condecorou com vários graus da Ordem do Infante, os engenheiros Henrique Schreck, Pullman e Almeida Cunha Leal.
No fim da sessão desterrou uma lápide de granito num dos pilares da Ponte Norte após ter assistido ao desfile dos veículos do Porto.”
(1929) A fábrica de Conservas Activa, situava-se no gaveto da Avda.Menéres com a Rua Mouzinho Albuquerque. A história da Activa foi um êxito fulgurante no progresso conserveiro do Norte na sua época, falando eloquentemente em todo o mundo, a excelência das suas marcas "ACTIVA" "LALITA" "LEIXÕES", etc... Capacidade de produção 45.000 caixas (ano).
(1936) Tinha oficina de vazio, serralharia, dependência para habitação do pessoal feminino. A fábrica tinha já sido modernizada pelo exterior e isso exigia que o interior não fosse abandonado, efectivamente, foi totalmente transformado com teto novo e mais alto, dando o aspecto peculiar das grandes fábricas.
(1940) São efectuadas obras assinaláveis na fachada, realizadas pelo arquitecto Amoroso Lopes. A construção de vivendas para o pessoal director, refeitórios para operários e uma creche para os filhos das operárias, foram obras notáveis. A fábrica tinha 200 trabalhadores.
(2013) O património foi demolido. Deu lugar a habitações de luxo e galerias comerciais.
A Festa do Mártir S.Sebastião é toda dos pescadores de Matosinhos.
Da Igreja Matriz sai uma majestosa procissão que vai até à Doca Pesca. Os pescadores exprimem ao seu santo padroeiro toda a sua devoção e pedem-lhe um mar farto e seguro. Vestem os seus filhos de anjinhos, carregam o andor do Mártir S. Sebastião e engalanam os seus barcos para que sejam benzidos, juntamente com o mar.
No Domingo de manhã assistem a uma missa solene na Igreja do Bom Jesus de Matosinhos.
A festa religiosa não acaba sem um espectáculo, de variedades e de ranchos folclóricos, seguido de um magistral fogo-de-artifício.
(1937) "Soc. Prod. Óleos e Farinhas de Peixe, Lda."
(Instituto Português de Conservas de Peixe)
(1937) A 5 de Janeiro, o "I.P.C.P." fez inaugurar solenemente a Fábrica de Farinhas de Peixe que, de harmonia com os industriais das conservas, havia instalado em Matosinhos.
Do primeiro concelho de administração fizeram parte o Sr. Eurico Felgueiras, Afonso Barbosa e Dr. Fernando Matos. Apesar da cerimónia de inauguração, a caldeira a vapor acendeu-se pela primeira vez a 11 de Novembro de 1936. Nos primeiros anos de produção apenas nove fábricas forneceram os seus detritos. Apesar de tudo, esta unidade estava muito bem equipada e tecnicamente bem dirigida.
As condições higiénicas das fábricas de conservas foram melhoradas por terem deixado de trabalhar os seus resíduos nas próprias instalações.
Nos últimos anos da década de 80, um dos inconvenientes era o mau cheiro, desagradável que incensava grande parte da cidade e assim, teve de ser encerrada.
(2013) O património foi demolido. Deu lugar a habitações de luxo.